Aos homens fora dito: sois livres!Mas, suas almas parecem encarceradas entre os limites
tegumentares do corpo, condenadas a aspirar ao infinito...
A ver por meio da retina a imensidão do azul do mar, o
infinito azul do sem nunca poder experimentar cambalear na linha tênue que separa as duas imensidões; Nem gozar a fluidez dos ventos, ou regressar ao passado em
um tic tac... Os Deuses foram cruéis!
Ao fundo da cavidade ocular forma-se os reflexos do que fora
experimentado, e do que, como numa mistura homogênea, se deseja experimentar... E, nesse emaranhado de sensações, a angustia de todos os
prazeres, de sentir o que faltou, sem nunca ter sentido.
Pobre dos homens! Ignoram as correntes que lhes aprisionam,
e vivem a dor de ver sem poder tocar, de sentir sem jamais experimentar.
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