De pés descalços, estriados pelas
duras linhas da estrada, atarracado pelas andanças, achincalhado pelo terroso colorar,
ele segue seu destino.
Segue de frente baixa, mas com o
adorno guardando o sol que castiga os desavisados que o enfrentam de casco nu...
Nem a seca que castiga nem a
chuva que devasta, nem o frio que invade as noites... A resistência feroz
encontra na fé o elemento necessário para transpor o impossível, para vencer as
barreiras dos limites humanos...
De pés descalços, estriados e atarracados
porque guerreiro tem armadura, marcas de força e luta, e a cor da sua terra...
terrosa, vermelha como tem que ser.
Nada, nada pode o destruir,
porque sua alma blinda-se com escudo da fé, que anima, que consola, que motiva,
e que faz sonhar...
Oh, guerreiros dos sertões nunca
deixem seus escudos enfraquecerem, nem deixe de seguir as linhas tatuadas que
marcam o caminho da sua existência....
Não se abata, guerreiro, ante ao
achincalhamento dos pobres mortais porque
quem tem a marca forte da vida no corpo jamais poderá curva-se a infame
incompreensão da superioridade espiritual.
A incompreensão da tua bravura,
resistência, luta esperança, fazem dos outros meros espectadores da vitória do
guerreiro na terra, na terra vermelha, terrosa, que tatua a linha da vida e define, desde o
principio, o destino de cada um.
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